Evento, realizado em Brasí­lia, reuniu pesquisadores para avaliar projetos e discutir estratégias de gestão e compartilhamento de dados.

Foto: Mariza Macedo, SES/DF-GMAG. Crédito: Erika Belarmino (PELD ELPA-FURG).

A servidora do IBGE Mariza Alves de Macedo Pinheiro participou como palestrante da 14ª Reunião de Acompanhamento e Avaliação do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD), realizada entre os dias 4 e 7 de maio de 2026, no auditório do CNPq, em Brasília.

O evento integra a agenda periódica do programa e tem como objetivo avaliar o andamento dos projetos, promover a gestão do conhecimento gerado e o aprimoramento contínuo dessa iniciativa.

Programa estratégico para a pesquisa ecológica

Criado em 1997, o PELD é uma estratégia pioneira do governo federal, que promove a articulação de uma de rede de sítios de referência em pesquisas ecológicas de longa duração nos biomas brasileiros. Sob a gestão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq/MCTI, os sítios PELD visam monitorar ecossistemas, por meio de séries históricas de dados.

Além disso, o PELD busca ampliar a disseminação dessas informações, incentivando sua utilização pela sociedade, sendo fundamental para entender mudanças ambientais e apoiar políticas públicas.

Debate sobre os dados de biodiversidade

Durante o encontro, Mariza integrou a mesa-redonda “Disponibilização e uso de dados do PELD no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira – SiBBr”, ao lado de Clara Baringo, do SiBBr, parceiro do IBGE na agenda de dados de biodiversidade. Na ocasião, foram apresentados os resultados da primeira edição da “Avaliação dos dados sobre a biodiversidade brasileira”, com destaque para a disponibilidade, qualidade e lacunas das informações nas dimensões espacial, temporal e taxonômica.

A apresentação também incluiu o anúncio da segunda edição do estudo, com lançamento previsto para a quarta semana de maio, nas vésperas do Dia Internacional da Biodiversidade. O trabalho enfatiza a importância do compartilhamento, da padronização e da mobilização de dados como estratégias para ampliar a usabilidade das informações e apoiar novas pesquisas.

Foi uma excelente oportunidade para divulgar o estudo e dialogar com a comunidade científica sobre a importância do compartilhamento de dados de biodiversidade. O retorno foi muito positivo, e o convite para o lançamento da próxima edição foi muito bem recebido pelo público”, destacou Mariza.
Foto: Mariza Alves, CNPq. Crédito: Erika Belarmino.