A Reserva Ecológica do IBGE, no Distrito Federal, sediou nos últimos dias uma Oficina de Educação Ambiental no Manejo Integrado do Fogo (OEAMIF), promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), por meio do Prevfogo. Com três dias de atividades, incluindo uma visita técnica em 12 de março de 2026, o evento reuniu 46 participantes, entre brigadistas e servidores do IBAMA, Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e servidores do IBGE, com o objetivo de fortalecer a integração institucional na prevenção e combate a incêndios florestais.

Servidores do IBGE, do IBRAM, e do IBAMA e da FUNAI em oficina ministrada pela Prevfogo

Criado em 1989 pelo Decreto nº 97.635, o Prevfogo passou a integrar a estrutura do IBAMA como o Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, com atuação voltada à prevenção e ao enfrentamento dos incêndios florestais no paí­s. O histórico do Programa de Brigadas do Prevfogo pode ser sintetizado em diferentes fases. Em 2001, o Prevfogo passou a atuar como Centro Especializado do IBAMA, dando início ao Programa de Brigadas.

Entre 2001 e 2008, o programa voltou-se à atuação em Unidades de Conservação Federais. No período de 2008 a 2012, as ações foram ampliadas para Municí­pios considerados crí­ticos quanto à ocorrência de incêndios florestais. A partir de 2013 até os dias atuais, o programa passou a operar como Programa de Brigadas Federais, com atuação em Terras Indí­genas, Projetos de Assentamento, Comunidades Quilombolas e brigadas especializadas, fortalecendo a prevenção e o combate aos incêndios florestais em diferentes contextos territoriais.

A escolha da RECOR para a visita técnica não foi por acaso. Desde 2024, as duas instituições vêm trabalhando na celebração de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT). O objetivo do acordo é estabelecer parceria permanente com uma equipe de brigadistas do Prevfogo – a qual tenha atuação ativa no plano de manejo e na prevenção e no combate a incêndios florestais na RECOR.

Durante a programação do dia, Mauro César Ribeiro, gerente da Reserva, apresentou aos participantes a trajetória histórica da unidade, detalhando as atividades desenvolvidas desde 1960 e as estratégias anuais de prevenção a incêndios florestais. Entre as medidas abordadas, destacam-se os aceiros mecânicos, implementados ao longo do perímetro da RECOR, em estradas internas e nas linhas de transmissão elétrica da RECOR, e o aceiro de fogo, uma ação colaborativa com outras instituições, especialmente nas margens das rodovias DF001 e BR251 – considerada fundamental para reduzir o risco de propagação das chamas.

Além das atividades em campo, o grupo teve a oportunidade de explorar o Herbário do IBGE e as exposições permanentes sobre Biodiversidade e Cartografia. As apresentações do IBGE, na oficina, visaram ampliar o conhecimento da comunidade sobre a relevância científica, ambiental e educativa da Reserva Ecológica do IBGE.

Todas as atividades desenvolvidas estão alinhadas aos objetivos propostos para os Planos de Manejo das Unidades de Conservação, conforme diretrizes do ICMBio (2018), que destacam o papel dessas áreas em favorecer condições para a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico, respeitando as especificidades de cada unidade. A oficina reforçou, assim, a importância da atuação integrada entre prevenção de incêndios, conservação ambiental e formação continuada dos profissionais que atuam na proteção dos ecossistemas.

Mais informações sobre a Reserva e a história de sua Brigada Voluntária de Incêndios, acesse:

https://recor.ibge.gov.br/infraestrutura-e-apoio/brigada-contra-incendios.html